Nasci em Salvador e fui criado no interior da Bahia. Durante muito tempo, fotografia significava apenas fotos de casamento ou de festa infantil.
Tudo mudou quando eu cursava Publicidade e Propaganda em Aracaju (SE). Fui aprovado no programa Ciência sem Fronteiras e ganhei bolsa integral para estudar nos Estados Unidos. Apesar de o curso não ter nenhuma relação com fotografia, acabei estagiando como fotógrafo de moda street style, no Arizona. Foi o meu primeiro trabalho remunerado na área. Nesse período, fiz um curso de fotografia, com duração de um mês, e me apaixonei pela profissão.
Voltei ao Brasil completamente focado em trabalhar com fotografia. Em Aracaju, comecei a fazer trabalhos para algumas das maiores marcas do mercado regional.
Ao mesmo tempo em que eu estava feliz, sentia muita falta de um desenvolvimento técnico e de um estudo mais aprofundado. Eu queria uma instituição de ensino que me desse essa formação técnica com a valorização da visão artística.
Quando conheci o projeto e a estrutura do curso de Fotografia da ESPM Panamericana, não tive dúvidas de que era ali. Mudei para São Paulo com pouquíssimos recursos e, para pagar a formação, fotografei festas infantis e projetos de faculdade, correndo atrás de cada oportunidade.

Os pilares que a ESPM Panamericana me deu
Se eu olhar para trás hoje e analisar tudo o que a ESPM Panamericana fez por mim e pela minha carreira, destaco quatro pilares que foram fundamentais para me dar segurança no mercado:
1) Aprender a ler a luz de verdade
O primeiro pilar deles foi o desenvolvimento técnico para entender, de fato, como fazer a leitura da luz. Fotografia é isso: saber ler a luz. Esse aprendizado me deu uma autonomia imensa, a ponto de eu me sentir apto a sair de qualquer situação difícil que encontre hoje.
Anos depois, durante um trabalho internacional no México, me vi dentro de uma gruta completamente escura. Era proibido usar flash por questões de preservação e eu não tinha luz alguma. Em vez de me desesperar, lembrei de tudo o que aprendi, identifiquei exatamente onde um feixe de luz natural incidia e posicionei a modelo de forma milimétrica para destacar o que eu precisava. O resultado ficou incrível.
2) A criatividade como repertório
O curso de Fotografia também me ensinou que a criatividade não cai do céu; ela se alimenta. Na ESPM Panamericana, meu olhar foi provocado a ir além do comercial padrão. Aprendi a buscar referências no design, na pintura e no cinema e a criar conceitos visuais autênticos para cada trabalho, transformando o que seria uma simples foto em uma história com identidade.
3) Liberdade criativa e a validação do meu olhar
A ESPM Panamericana sempre me deu uma liberdade criativa gigante para os exercícios e, principalmente, nos projetos finais. No meu trabalho de conclusão, por exemplo, decidi fazer uma megaprodução fotografando drag queens, repleta de conceito e montação. Foi uma experiência fantástica!
Ter essa liberdade de errar, ousar e ver meu projeto validado pelo corpo docente me deu o que eu mais precisava: autoconfiança. Foi como se a escola me dissesse: “Franklin, a sua visão é válida, o seu olhar funciona”. Isso muda tudo na postura de um profissional.
4) O fim da profissão solitária e o poder do networking
A fotografia costuma ser uma profissão muito solitária. Passamos muito tempo sozinho, fotografando ou editando. Na ESPM Panamericana, encontrei um ecossistema de professores e alunos que buscavam a mesma coisa e compartilhavam as mesmas paixões. Isso gerou um networking que levo comigo até hoje.
Foi por causa desse boca a boca, de pessoas que gostavam do meu trabalho, da minha proatividade e da minha energia, que minha carreira decolou em São Paulo. Um trabalho foi levando ao outro, até que fui chamado para fotografar a loja de roupas Le Reve. Lá, fotografei a modelo Karina Flores e, por meio dela, a Ana Paula Siebert (uma das maiores influenciadoras do país) conheceu e se apaixonou pelo meu trabalho. A partir daí, as portas do mercado de influência se abriram de vez.

Minha realidade hoje: o trabalho a “quatro mãos”
Hoje, tenho quase 13 anos de estrada e o mercado de influência, especialmente nos segmentos de moda e beleza, ocupa cerca de 80% do meu tempo. Sou extremamente feliz com o que faço. Já assinei projetos dos quais me orgulho muito, como três vitrines para a Sephora, campanhas de Copa do Mundo para o Submarino e editoriais que me levaram a diversos lugares do mundo, como Arábia Saudita, Japão, Coreia do Sul, África e Maldivas, entre outros.
O que mais gosto no mercado de influência é que ele une pessoas e personalidades, e eu amo trabalhar com mentes diferentes. Meu processo se baseia muito no trabalho em “quatro mãos”. Não quero apenas ditar as regras, pois amo a junção de ideias e a cocriação com o cliente. Acho que é isso que torna cada trabalho único. E essa sensibilidade de respeitar e potencializar o olhar do outro nasceu lá atrás, durante a minha formação na ESPM Panamericana.

O que posso dizer por experiência própria
Se você está começando agora ou já estuda na ESPM Panamericana, o maior conselho que posso te dar é: não desperdice nenhuma chance. Na fotografia, as oportunidades passam muito rápido e não voltam. Não importa se o projeto parece pequeno ou se é uma campanha gigante: entregue-se com o maior amor e dedicação possíveis. Seja extremamente proativo. Você nunca sabe quem está te observando, quem vai gostar da sua energia e o que aquele único trabalho pode virar na sua carreira no futuro.
Tenho muito orgulho de ser ex-aluno e de ver que a ESPM Panamericana andou de mãos dadas com a minha vontade de fazer dar certo. Ela (a instituição) me deu a base técnica e a confiança para descobrir que o meu olhar tinha valor no mundo.
Franklin Maimone, ex-aluno do curso de Fotografia Aplicada da ESPM Panamericana.
Conheça todos os cursos da Área de Fotografia e Audiovisual da ESPM Panamericana
panamericana
Membro oficial da equipa de curadoria e produção de conteúdo da Escola Panamericana.